O Broto de Trigo, também conhecido como Erva de Trigo e Grama de Trigo, são as primeiras
folhas que se desenvolvem a partir da planta após a germinação do grão de trigo. É
frequentemente chamado de "sangue verde" ou "ouro verde" devido ao seu alto conteúdo
nutricional.
O trigo (Triticum vulgare) é um grão da família das gramíneas de cereais e é um dos três cereais
mais cultivados no mundo, tendo se tornado uma das culturas mais importantes da história da
humanidade.
Segundo Camila Rowlands, autora do livro "Erva de Trigo - Wheatgrass", o trigo é cultivado
desde o início da civilização egípcia. Foram encontrados restos carbonizados de grãos em barro
cozido com 8700 anos de antiguidade. Alguns autores afirmam que o consumo de brotos de
trigo era usual entre os faraós e as classes da alta sociedade egípcia. Há registros de murais do
antigo Egito que mostram cenas da cultura do trigo
Segundo Loraine R. Dégraff, autor do livro "Growing and Using Wheatgrass", os antigos egípcios
consideravam a planta jovem do trigo como um item sagrado, valorizando o efeito positivo que
teve na sua saúde e vitalidade. Muitos afirmam que o rei Nabucodonosor, no livro de Daniel, no
Antigo Testamento, teve sua saúde mental restaurada após sua dieta de grama de sete anos.
Durante séculos, os agricultores reconheceram a melhoria do gado quando se alimentavam das
gramíneas jovens do início da primavera. Com base nestas observações, os cientistas do início
do século XX começaram a estudar as gramíneas num esforço para revelar os seus mistérios
nutricionais e incluí-las na alimentação animal.
O filósofo húngaro Edmond Bordeaux Szekely descobriu a tradução de um antigo manuscrito
bíblico que revelou uma forma única e saudável de alimentação ensinada por Jesus de Nazaré.
Szekely publicou e começou a distribuir sua tradução chamada "O Evangelho Essênio da Paz"
em 1928, em um esforço para compartilhar essa suposta "nova" dieta com aqueles ao seu redor.
“Todas as gramíneas são boas para o homem e a grama do trigo é o alimento perfeito para o
homem”, é o tema principal do Livro IV dos Essênios, citado por muitas fontes.